Lotus Elise GT1
Quando falamos em marcas de carros desportivos icónicas, poucos nomes têm o peso que a Lotus tem. Conhecida pela sua engenharia inovadora e pelos seus designs de carros leves, orientados para o desempenho, a Lotus sempre foi um símbolo de engenharia automóvel de alta performance. Um dos modelos mais emocionantes e raros na sua gama é o Lotus Elise GT1, um carro que desafiou os limites do que a Lotus podia alcançar nas pistas de corrida.
O Surgimento do Lotus Elise GT1
O desenvolvimento do Elise GT1 começou nos anos 90, numa época em que a Lotus queria ampliar a sua presença no mundo das corridas de resistência. A empresa queria criar um carro que mantivesse as características do Elise de produção, como a leveza e a agilidade, mas com a potência e a resistência necessárias para enfrentar as exigências de eventos da classe GT1.
Design e Engenharia
O Elise GT1 é radicalmente diferente do Elise de estrada. Embora o chassi fosse de alumínio também, foi fortemente modificado, e a carroçaria foi construída em fibra de carbono, uma escolha que garantiu o mínimo de peso e o máximo de resistência. O GT1 tinha uma suspensão modificada para a competição, uma roll cage integrada e um chassi ultra-rígido, essencial para garantir a estabilidade e a segurança durante as corridas de longa duração. A aerodinâmica também foi um ponto-chave, permitindo que o carro mantivesse uma boa estabilidade a alta velocidade.
Os motores escolhidos foram um motor 3.5L V8 da Lotus e um Chevrolet LT5 6.0L V8 do Chevrolet Corvette ZR-1 (um carro que a Lotus tinha inicialmente ajudado a desenvolver). O motor Chevrolet gerava 550 cavalos de potência, o que foi outro elemento fundamental no desempenho do Elise GT1. Esta potência, combinada com o peso reduzido, dava ao GT1 uma excelente relação peso-potência, o que o tornava incrivelmente ágil nas curvas e capaz de superar muitos dos seus adversários nas pistas.
Sucesso nas Corridas
O Elise GT1 fez a sua estreia em 1997, em Hockenheim e rapidamente se destacou pela sua performance, contudo, as estreia foi curta, pois todos os quatro carros não conseguiram acabar a prova, devido a problemas com o alternador. Na segunda corrida, em Silverstone, 3 dos 4 carros acabaram por não terminar a corrida, devido a problemas da caixa de velocidades.
Na pista Nürburgring, na qual a Lotus entrou com o total de cinco carros, ficaram em 11.º lugar, enquanto na pista Spa, alcançaram o 8.º lugar.
Após a temporada de 1997, a Lotus e a sua empresa-mãe, a Proton, aperceberam-se que os custos elevados e orçamento limitado, não permitiram que o GT1 conseguisse acompanhar a Porsche, a Mercedes-Benz e a McLaren.
O Elise GT1 acabou por ter uma carreira curta nas corridas. A sua entrada no Campeonato FIA GT foi limitada, mas o carro deixou uma marca duradoura no mundo do automobilismo e na história da Lotus.